Decodificador de Safe Links do Outlook (Link Original)

Cole um link safelinks.protection.outlook.com ou urldefense da Proofpoint e veja a URL original, com o domínio em destaque. Nenhum link é aberto.

Cole um link reescrito pelo Outlook (safelinks.protection.outlook.com), pela Proofpoint (urldefense) ou por outro filtro de e-mail e veja o endereço para onde ele realmente aponta. A URL aparece como texto, com o domínio em destaque — a ferramenta nunca abre o link nem consulta o destino. Pode colar um e-mail inteiro: todos os links são extraídos.

Cole o link: a URL original aparece como texto. Nenhum link é aberto e nada é enviado — a análise é feita no seu navegador.

Decodificar não torna o link seguro. Um e-mail de remetente desconhecido pode ser phishing mesmo com a URL original à mostra: confira o domínio em destaque antes de abrir e, na dúvida, não abra.

Safe Links é um recurso do Microsoft Defender para Office 365. Quando um e-mail chega a uma caixa protegida, os links da mensagem são trocados por um endereço da Microsoft. Ao clicar, você passa primeiro por esse servidor, que confere o destino naquele momento e bloqueia a página se ela estiver marcada como maliciosa. A checagem na hora do clique existe porque golpistas costumam enviar o e-mail com um link limpo e só depois colocar o conteúdo falso no ar.

Um link reescrito tem esta cara:

https://nam02.safelinks.protection.outlook.com/?url=https%3A%2F%2Fwww.exemplo.com.br%2Frelatorio%3Fid%3D42&data=05%7C01%7C…&sdata=…&reserved=0
  • nam02, eur03, apc01… indicam a região do servidor.
  • url= traz o endereço original com codificação de URL: %3A é :, %2F é /, %3F é ?.
  • data= e sdata= carregam dados de controle e a assinatura do link. O data costuma incluir o e-mail do destinatário — mais um motivo para não repassar o link reescrito em chats e chamados.

É por isso que os links ficam enormes: além do endereço original (que cresce ao ser codificado), o link leva esses parâmetros extras. Decodificar é ler o parâmetro url e desfazer a codificação.

Formatos reconhecidos

ServiçoComo identificarOnde está a URL original
Microsoft Defender Safe Links*.safelinks.protection.outlook.comparâmetro url
Proofpoint URL Defense v1urldefense.proofpoint.com/v1/urlparâmetro u
Proofpoint URL Defense v2urldefense.proofpoint.com/v2/urlparâmetro u, com - no lugar de % e _ no lugar de /
Proofpoint URL Defense v3urldefense.com/v3/__…__;…!!…$entre os __, com caracteres especiais guardados em Base64
Barracuda Link Protectionlinkprotect.cudasvc.com/urlparâmetro a
Googlegoogle.com/urlparâmetro q ou url
Facebook e Instagraml.facebook.com/l.php, l.instagram.comparâmetro u

Links com camadas — um Safe Link envolvendo um link da Proofpoint, por exemplo — são abertos até chegar ao endereço final, e a ferramenta mostra por quais serviços passou.

Proofpoint v2 e v3

Na versão 2, o endereço vai no parâmetro u com duas trocas: - representa % e _ representa /. Assim, http-3A__www.example.org_url vira http%3A//www.example.org/url, isto é, http://www.example.org/url.

Na versão 3, o endereço fica entre dois pares de sublinhados. Caracteres que poderiam atrapalhar são retirados e substituídos por * (um caractere) ou ** seguido de uma letra (uma sequência: A vale 2, B vale 3 e assim por diante); os caracteres retirados ficam, em ordem, num trecho em Base64 logo depois de __;. No exemplo abaixo, Kw é o Base64 de +:

https://urldefense.com/v3/__https://google.com:443/search?q=a*test&gs=ps__;Kw!-612…$
→ https://google.com:443/search?q=a+test&gs=ps

A implementação foi escrita com base no decodificador em Python que a própria Proofpoint publica. Em links v3 fora do comum, confira o resultado antes de confiar nele.

Redirecionamentos genéricos

Se o link não é de nenhum serviço da tabela, mas tem um parâmetro como url=, u=, q= ou redirect= com um endereço http dentro, o resultado aparece marcado como tentativa. Muitos rastreadores de newsletter funcionam assim, porém nada garante que o servidor use aquele parâmetro como destino.

Como usar

  1. No Outlook, clique com o botão direito no link e escolha Copiar link (não clique nele).
  2. Cole aqui. Também vale colar o corpo inteiro do e-mail.
  3. Leia o domínio em destaque: é ele que diz para qual site o link leva.
  4. Copie a URL limpa se precisar registrá-la num chamado ou enviá-la ao time de segurança.

Decodificar não é verificar

Esta ferramenta mostra o destino; ela não diz se o destino é confiável. Alguns sinais são apontados automaticamente:

  • Trecho antes de @: em https://[email protected]/, o site real é site-estranho.xyz.
  • Endereço IP no lugar do domínio.
  • Domínio com caracteres especiais (forma xn--), usado para imitar marcas com letras parecidas.
  • Esquemas diferentes de http/https.

Fora isso, vale o básico: leia o domínio da direita para a esquerda (login.banco.com.br.exemplo.net pertence a exemplo.net), desconfie de urgência e, se o e-mail diz ser do seu banco ou de um serviço que você usa, entre pelo endereço que você já conhece em vez de usar o link. Para examinar as partes de uma URL, use o analisador de URL.

Lembre também que, ao abrir a URL original, você pula a verificação que o Safe Links faria no clique. Em e-mail corporativo, na dúvida, encaminhe a mensagem ao suporte.

Limitações

  • Encurtadores (bit.ly, t.co e semelhantes) guardam o destino no servidor deles; não há o que decodificar no texto do link.
  • Formatos que cifram o destino, como os links de rastreamento de várias plataformas de e-mail marketing, não podem ser abertos offline.
  • Um link cortado pelo cliente de e-mail (quebra de linha no meio) pode sair incompleto; a ferramenta avisa quando percebe isso no formato v3 da Proofpoint.
  • O limite é de 200 links por vez.

Perguntas frequentes

Copie o link sem clicar e cole no campo acima. A URL original é o conteúdo do parâmetro url, já decodificado.

Só o administrador do Microsoft 365 da organização altera a política. Em contas corporativas o recurso é uma camada de proteção, e o caminho certo é pedir uma exceção ao TI quando um link legítimo for bloqueado.

Não necessariamente. A decodificação só revela o endereço. Avalie o domínio e o remetente antes de qualquer clique.

Porque o endereço original foi codificado e embrulhado em outro endereço, com parâmetros de controle e assinatura. O texto visível da mensagem normalmente continua o mesmo; o que muda é o endereço por trás dele.

Não. A análise roda no seu navegador, sem envio para servidor, e nenhuma requisição é feita ao endereço decodificado.

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